Carta da Marcha das Mulheres Negras Brasileiras em Curitiba

Documento produzido durante o “VII Seminário Mulheres Negras e Saúde” e no “I Seminário Nacional Interseccionalidade de Raça e Gênero no Enfrentamento a Feminização DST/Aids”, realizados pela Rede Mulheres Negras – PR, em Curitiba – PR, de 09 à 13 de novembro de 2012.

Nós, mulheres negras, vindas de vários estados do Brasil, reunidas no “VII Seminário Mulheres Negras e Saúde” e no “I Seminário Nacional
Interseccionalidade de Raça e Gênero no Enfrentamento a Feminização
DST/Aids”, realizados pela Rede Mulheres Negras – PR, em Curitiba – PR, de 09 à 13 de novembro de 2012, vimos por meio desta, comunicar que no ano de 2015 nós mulheres negras brasileiras marcharemos contra o Racismo e pelo bem viver.

Acreditamos que a marcha das mulheres negras é fundamental para denunciar aos diferentes setores do Estado e da sociedade brasileira a situação em que se encontram as 49 milhões de mulheres negras no país.

O Brasil já possui todos os indicadores e projeções de desigualdades da população negra nas diversas áreas, da saúde à inserção no mundo do trabalho. Em 2015 contamos com 14 anos da III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata (Durban – África do Sul, 2001), 20 anos da IV Conferência Mundial sobre a Mulher (Beijing, 1995) e 21 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento – CIPD (Cairo, 1994), apesar de o Estado brasileiro ser signatário de todos os acordos e protocolos produzidos nestas e em outras conferências internacionais, muito pouco ou quase nada foi feito para remover as barreiras que historicamente impedem a projeção, protagonismo e a participação das mulheres negras nos espaços de decisão e nas agendas do desenvolvimento brasileiro.

O nosso objetivo é fomentar a criação e fortalecer as organizações de
mulheres negras brasileiras, dar maior visibilidade a situação de opressão secular das mulheres negras, homenagear nossas ancestrais e exigir do Estado brasileiro, bem como de todos os setores da nossa sociedade, respeito e compromisso com a promoção da equidade racial e de gênero, a fim de que possamos exercer plenamente os nossos direitos como cidadãs brasileiras e construtoras históricas deste país chamado Brasil.

Por isso, você mulher negra é parte deste processo, vamos construir a
Marcha das Mulheres Negras Brasileiras contra o Racismo e pelo bem viver. O PROTAGONISMO É DAS MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS! Assim, convocamos você para reencantar este país, para pensar nos desafios que estão postos sob OS NOSSOS PONTOS de vista.

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“Estamos falando de comunidades quilombolas, que têm uma história diferenciada, que têm aspectos culturais próprios e que devem ter essa história, memória e tradições orais garantidas no currículo dessas escolas”

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Assunto: escravidão de ontem e de hoje, latifúndio no Pará, o tráfico, mocambos/quilombos, repressão e fuga, população negra no Pará, influência nos costumes paraenses, entre outros. Ano: 1989.

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