Mulheres Quilombolas reúnem-se para discutir caminhos para combater a opressão

VII Encontro de Mulheres Negras Quilombolas acontece em Moju, com o tema “Pelos braços da mulher negra: A força de um Quilombo”


Ocupar espaços, lutar por direitos e mostrar a diversidade de experiências históricas por que passam as mulheres negras quilombolas é tirar da invisibilidade a opressão e o racismo vividos diariamente por elas. Daí a importância de criar espaços para discutir e mobilizar caminhos que levem à autonomia e exercício pleno da cidadania. Esses foram os objetivos buscados pelos seis encontros de mulheres negras quilombolas organizados até aqui. Nessa trajetória, mudanças sensíveis e significativas já foram percebidas, principalmente a valorização da mulher como liderança, o respeito conquistado nas relações familiares e os espaços institucionais ocupados. Mas ainda há muito por que lutar. O machismo ainda faz vítimas e o racismo ainda segrega.

O VII Encontro da Mulher Negra Quilombola, que vai acontecer dias 12, 13 e 14 de setembro de 2014, na comunidade de São Bernardino, município de Moju, traz a responsabilidade de dar continuidade a essa luta plantada no I Encontro, ainda em 2001, e rememorar todo o caminho trilhado até aqui. Com o tema “Pelos braços da mulher negra: a força de um quilombo”, escolhido cuidadosamente em um encontro de mulheres no território quilombola de Jambuaçu, a ideia é mostrar a força da mulher quilombola como liderança nas lutas pela titulação dos territórios quilombolas. É um evento organizado por elas e para elas.

Durante os três dias de evento serão discutidos temas como a educação quilombola, a segurança pública, a saúde quilombola e os usos das ervas medicinais, e a Marcha das Mulheres Negras de 2015. Também serão ofertadas oficinas de capacitação política para jovens mulheres negras quilombolas com o objetivo de fortalecer as novas lideranças. Ao final, serão redigidos encaminhamentos em um plano de ação e em uma carta compromisso a serem endereçados aos órgãos competentes.

O Encontro está sendo realizado pela Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Pará (Malungu) e pelo Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa), com o apoio financeiro da Fundação Ford, da ICCO, da ASW e da Comissão Estadual Quilombola. Recebe também a colaboração da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), da Secretaria de Estado de Segurança Pública e defesa Social (SEGUP), e do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp).

Um pouco de história

O primeiro encontro foi organizado por militantes do Cedenpa na comunidade de Bacabal, em Salvaterra. E foi num momento especial em que as comunidades ali começaram o processo de formalização do movimento em associações quilombolas. Foi o pontapé inicial para mais dois encontros em Salvaterra, um em Baião, um em Inhangapi e o último no município de Acará, em comemoração aos 30 anos do Cedenpa.

Para Luzia Bethânia Alcântara, os encontros são oportunidades de relatar o que acontece nos quilombos, de aprender umas com as outras e se capacitar ainda mais. “Mulher não é só para estar no fogão, ela também tem opinião. Por isso, espaços como esse são importantes para a libertação das mulheres”, ressalta Beth Alcântara.

Além da participação das mulheres quilombolas de todo o estado do Pará, os encontros de mulheres negras quilombolas tem recebido a participação de entidades de defesa da mulher de outros estados como o Maranhão e o Amapá.

Fonte: Malungu

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Esta acontecendo na sede do Cedenpa curso de manutenção de celular, de segunda a sexta sempre de 08 às 12hs.
Inscrições no local:
Rua dos Timbiras, Passagem Paulo VI, 244 – Cremação
(entre 14 de Março e Generalíssimo Deodoro) Cep 66.045-520

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A sétima edição do Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as) está com inscrições abertas para a modalidade ouvinte, até o dia 15 de julho. O evento será realizado de 16 a 20 de julho em Florianópolis e tem como tema “Os desafios da Luta Antirracista no século XXI”.

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Assunto: fé e religião, sincretismo religioso, magia não tem cor, processo iniciático, modelos ideológicos discriminativos, o sacerdócio afro-religioso, entre outros. Ano: 1998.

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