Jovens apontam avanço no Estatuto da Juventude

Aprovado pelo Congresso Nacional, após mais de nove anos de tramitação, o texto define os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude


A União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Conselho Nacional da Juventude disseram que a aprovação do Estatuto da Juventude é uma vitória conquistada depois de quase dez anos de tramitação no Congresso Nacional. As entidades destacaram a importância da “voz das ruas” para a valorização da juventude. Defenderam as reivindicações dos manifestantes que ainda não foram atendidas, como a reforma política, os royalties para a educação e a democratização dos meios de comunicação.

Para a presidenta da UNE, Vic Barros, o Estatuto da Juventude é uma grande conquista. Ela disse que o “estatuto é fruto de lutas travadas nas ruas, nas periferias e nas salas de aula do nosso país”. Ela falou sobre outras reivindicações, como a ampliação dos recursos para a educação e a destinação dos royalties do pré-sal para o setor, em discussão no Congresso Nacional.

Além disso, segundo ela, há necessidade da reforma política e do fim do financiamento privado das campanhas políticas. O presidente do Conselho Nacional da Juventude, Alessandro Belchior, defendeu a reforma política, mais qualidade na educação e a democratização dos meios de comunicação. A secretária nacional de juventude, Severine Macedo, citou os protestos dos últimos meses: “A voz das ruas reivindica mais direitos e novas formas de fazer política. Ao contrário do que muitos diziam, a juventude brasileira não é apática e nunca esteve dormindo”.

O Estatuto da Juventude foi sancionado nesta segunda-feira pela presidenta Dilma Rousseff. Trata-se de uma declaração de direitos da população jovem, que atualmente alcança de 51 milhões de brasileiros, com idade entre 15 e 29 anos. Aprovado pelo Congresso Nacional, após mais de nove anos de tramitação, o texto define os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude, em âmbito federal, estadual e municipal.

Fonte: Revista Forum

Outras Publicações

O Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/10), que expressa legítimas demandas da população negra, se constitui num importante instrumento para que as desigualdades raciais sejam reconhecidas e abordadas em diferentes esferas de governo.

(mais…)

Ministério Publico investiga ligação de assassinato de quilombolas com disputa de terras para dendê. Agropalma, maior empresa do setor no país, compra produção de vice-prefeito de Moju, duas vezes flagrado com exploração de trabalho escravo.

(mais…)

Na Escola, instituição discriminatória, ser branco é ser exemplo, perpetuando a ideia de superioridade racial

(mais…)

Telefone: +55 91 3224-3280    |    e-mail: cedenpa@cedenpa.org.br