Mutirão da cultura Hip Hop no Bairro da Terra Firme

O Projeto Mutirões de Grafite na Comunidade é uma iniciativa do Coletivo Cosp Tinta e pretende conscientizar e expressar as potencialidades da população, pobre, afro brasileira em seus valores, questionando assim a falta de políticas públicas para a população negra.


No próximo sábado dia 25 de fevereiro, o coletivo Cosp Tinta, estará realizando mais um mutirão de grafite, o local escolhido foi a Rua dos Pretos , localizado no coração da Terra Firme, fronteira com o bairro do Guamá. O mutirão que tem como finalidade divulgar a arte do grafite nos bairros periférico de Belém. O encontro terá além das produções de grafite, um espaço reservado para exposições, apresentações de grupos de raps, sarau de poesias com apresentação de contos periféricos e zines de literatura, e nesse evento terá a participação do grupo de carimbo: Os quebras lixo, do bairro da Terra Firme.

Essas açõe fazem parte do projeto Mutirões de Grafite na Comunidade, que tem como objetivo realizar doze intervenções de grafite em bairros periféricos de Belém e região metropolitana, fazendo o diálogo da Cultura Hip Hop com a produção local existente em cada bairro contemplado pelo projeto.

Além das programações culturais o encontro terá feira livre com vendas de roupas, atelier com tranças afro, vendas de artesanatos, produtos recicláveis produzidos pelos artistas plástico da cosp tinta. E para a galera que ira participar o dia todo do evento, terá a participação da VEG CASA, que trabalha com comida vegetariana.

Participe e conheça um pouco da cultura Hip Hop!

O evento e realização é do Coletivo Cosp Tinta e tem parceria dos coletivos: Casa Preta, Dudu Esporte e Cultura, Escolhinha do Reggae Bar do Fumaça, Traumas Vídeos, N.R.P e Lado Preto da Poesia.

Outras Publicações

Ativistas lançam na próxima quinta-feira (14), às 20 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas, em Brasília (SIG Quadra 2, lote 420 – City Offices) a campanha pelo projeto de iniciativa popular para criar o Fundo Nacional de Combate ao Racismo (FNCR).
A proposta é captar 1,4 milhão de assinaturas a fim de apresentar ao Congresso Nacional um projeto legislativo para aprovar o fundo. A estimativa é que esse instrumento venha a contar com um patrimônio financeiro de cerca de R$ 3 bilhões até 2030.

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Mesmo com políticas afirmativas direcionadas para a inclusão social do jovem negro, pesquisas apontam que o índice de negros na faixa etária de 15 a 24 anos assassinados é 139% superior ao de brancos.

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A Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, contra a
Mercantilização da Vida em Defesa dos Bens Comuns, realizada na cidade do
Rio de Janeiro durante a Conferência Mundial das Nações Unidas para o
Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, que se concretiza como um dos maiores acontecimentos mundiais no ano de 2012, tendo como foco de discussão “Meio Ambiente” e “Desenvolvimento Sustentável”, favorecendo que as rodas de diálogos buscassem levantar propostas para solução dos problemas globais.

Em demasia, a economia verde está sendo uma nova veste do capitalismo que vem retirando a visibilidade da realidade econômico-social. No entanto, nós povos que buscamos nossos direitos, reivindicando a titulação de nossos
territórios, respeito a diversidade cultural, religiosa e nossa
biodiversidade, expressamos através da CONAQ- Coordenação Nacional
Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, instituição de
representatividade política das comunidades quilombolas, que acompanha os
processos das demarcações e titulações dos territórios quilombolas, junto
aos órgãos competentes para tais fins, que hoje se estima em torno de 5 mil
comunidades quilombolas em todo território nacional, os direitos garantidos
as comunidades que estão resguardados como: educação, saúde, habitação e soberania alimentar, e que estão sendo aviltados pela burocracia do Estado.

Em tempo presente, a situação mais emblemática que exemplifica bem a
situação de todos os quilombolas é o caso de Quilombo Rio dos Macacos (BA), que vêem sendo denunciando em todos os espaços e meios de comunicação, como forma de mostrar as atrocidades cometidas pela Marinha do Brasil, que vergonhosamente vem ferindo os direitos dos povos daquela comunidade.

Situação eminente é também o caso do Quilombo da Ilha da Marambaia (RJ), onde a implantação do Centro de Adestramento Militar da Marinha do Brasil vem retirando a dignidade dos moradores daquele local e de Alcântara (MA), atingido pela implantação da Base de Lançamento Espacial. Documentos comprobatórios foram entregues aos diversos organismos do governo, e os quilombos supramencionados ainda perecem pelo descaso dos órgãos que acompanham.

As diversas discussões que aconteceram na Cúpula dos Povos muito se falou
sobre a “sustentabilidade”, mas afirmamos que não existe sustentabilidade
sem territoriedade, existe sustentabilidade de fato onde estão habitados os
povos e comunidades tradicionais que detém o conhecimento, preservando seus territórios que são passados de geração à geração.

Os direitos quilombolas estão hoje resguardados pelos artigos 68, 215 e 216
da Constituição Federal / 88, pela convenção 169 da Organização
Internacional do Trabalho e pelo decreto presidencial 4887/2003, estando
esse último em eminente perigo pela ação de forças políticas de direita que
vislumbram a queda do decreto através da ADI 3239, que se encontra em
julgamento no Supremo Tribunal Federal e sua eventual aprovação
inviabilizará todos os processos de titulação dos territórios quilombolas.

A PEC 215 é um retrocesso para todos os avanços que os povos indígenas e
quilombolas vêm conseguindo com muita luta no campo dos direitos
ambientais, culturais, políticos, econômicos e sociais.

A Cúpula dos Povos, espaço critico e de trocas de experiências culturais de
movimentos do mundo inteiro, os diversos grupos estão dispostos a mostrar
de variadas formas para a RIO+20, que são capazes de apresentar ao mundo renovados conceitos a partir de visões éticas e agroecológicas, pautadas pelos valores da coletividade e solidariedade.

Rio de Janeiro, 22 de Junho de 2012.

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