Zumbi foi uma pessoa livre, nasceu livre e morreu pela liberdade. Programa Expedições conta um pouco da história do extraordinário quilombo que por três séculos floresceu entre os estados de Pernambuco e Alagoas.
Seminário Educação Escolar Quilombola. O evento realizar-se-á nos dias 12 e 13 de dezembro, na CNBB/Regional Norte II.
As inscrições podem ser enviadas para o email educacaoquilombola@cedenpa.quijaua.net.br
O desenvolvimento de propostas de implementação das diretrizes curriculares é um dos objetivos do seminário que contará com a participação de representantes das comunidades quilombolas, Comissão Estadual de Políticas para Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Pará, COPIR – SEDUC PA, MALUNGU, CEDENPA, Rede Fulanas, Casa Preta, IDESP, FOPEDER, GEAM – UFPA, NEAB – IFPA, GPTCA – UEPA).
Também são realizadas Rodas de Conversa, Grupos de Trabalhos e apresentação de experiências em escolas localizadas em áreas quilombolas.
Baixa a ficha de inscrição e envie para: educacaoquilombola@cedenpa.quijaua.net.br
Dois países ocupam uma mesma e imensa porção da América do Sul. Um deles, o Brasil branco, é mais escolarizado, sofre menos com o desemprego, e sua população tem renda. O outro é o Brasil negro, em que apenas 4% dos habitantes concluíram o ensino superior, e a pobreza extrema afeta muito mais pessoas. Apesar de essas duas nações terem, aparentemente, as mesmas condições de cuidar de suas populações, o Brasil negro ainda sofre com as consequências de um fenômeno cruel que deixou essa parcela da sociedade em enorme desvantagem: a escravidão. Os quase 400 anos em que negros eram encarados como simples mercadorias, animais de trabalho sem direitos, cavaram um abismo entre os dois Brasis, que precisam agora encontrar o caminho da reconciliação para que todos, independentemente dos traços físicos ou da cor da pele, possam ser, simplesmente, brasileiros.
Não faltam dados que mostram como os afrodescendentes são colocados na rabeira do espectro social. Segundo dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), em 2003, 8,4% dos negros encontravam-se em condições de extrema pobreza, enquanto, entre os brancos, esse índice era de 3,2%. Embora mulheres e homens negros sejam 44,7% dos brasileiros, eles representam 68% dos 10% mais pobres no país. À medida que se avança em direção aos grupos mais abastados, ocorre um “branqueamento” da população, até que a presença negra seja reduzida a 13% dos 1% mais ricos.
Completo em: Correio Braziliense
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